Debate aberto sobre o Alojamento Local no mundo

Entre proibições e regulações. Qual será o impacto real no AL?

Caros proprietários e investidores,

O debate sobre o Alojamento Local continua a ganhar destaque, tanto em Portugal como internacionalmente. Hoje, exploramos como outras cidades têm lidado com o AL e analisamos os reais impactos destas medidas no mercado habitacional. Vamos a isso?

Lisboa no centro do debate

Em Lisboa, um movimento popular entregou mais de 11 mil assinaturas para propor um referendo que, se aprovado, poderá cancelar licenças de AL em imóveis destinados à habitação. A pergunta é simples, mas o impacto seria imenso: proibir novas licenças e anular as já existentes neste contexto.

Caso avance, será o primeiro referendo deste género na cidade. O objetivo declarado? Resolver a crise habitacional. Mas será esta a solução certa?

O que acontece noutras cidades europeias?

Outras cidades têm enfrentado desafios semelhantes, mas com abordagens variadas. Vejamos:

  • Amesterdão: Proibição total em certos distritos históricos e um limite de 30 dias por ano para arrendamentos turísticos.

  • Barcelona: Objetivo de eliminar completamente o AL até 2028, não renovando licenças.

  • Berlim: Limite de 90 dias por ano para casas secundárias, com multas que podem atingir €500 mil.

  • Londres: Máximo de 90 dias por ano sem autorização prévia, com multas até €24 mil.

  • Paris: Residências principais limitadas a 120 dias por ano e exigências complexas para casas secundárias.

  • Roma: Limite de três propriedades por proprietário antes de ser considerado negócio.

E Nova Iorque?

Em setembro de 2023, Nova Iorque adotou a Lei Local 18, impondo restrições rigorosas ao Alojamento Local (AL). Estas medidas, que exigem a presença e o registo dos proprietários, resultaram numa queda de 80% nos anúncios no Airbnb, de 22.246 para 2.276. (Fonte: New York Post)

No entanto, um ano após a implementação, os preços das rendas mantiveram-se altos, e a disponibilidade habitacional não aumentou significativamente. O setor hoteleiro, por outro lado, registou um aumento nas receitas, beneficiando da redução de opções de AL para turistas. (Fonte: Wired)

Este exemplo levanta dúvidas sobre a eficácia de medidas restritivas como solução para a crise habitacional. É crucial encontrar abordagens equilibradas que considerem tanto os residentes como a dinâmica económica e turística das cidades.

Mais Habitação: Um ano depois

Em Portugal, o pacote “Mais Habitação” foi implementado há um ano, prometendo melhorar a acessibilidade à habitação. No entanto, os resultados têm sido tímidos. Mesmo com a suspensão de novas licenças de AL em várias zonas e incentivos ao arrendamento tradicional, os preços pouco ou nada mudaram.

O problema poderá estar nas medidas em si? E por que razão os hotéis, que também ocupam espaço valioso, não entram na equação do debate?

Vamos falar sobre isto

Como gestores e especialistas no setor do Alojamento Local, acreditamos que a discussão precisa de ser equilibrada, considerando todos os intervenientes – desde proprietários e inquilinos, até hotéis e políticas públicas.

Qual é a sua opinião?

Partilhe connosco o que pensa destas mudanças e como acredita que o setor deveria ser regulado. Envie-nos a sua visão diretamente para o nosso e-mail ou acompanhe-nos nas redes sociais.

Por esta semana, é tudo o que temos para partilhar consigo. Agradecemos, como sempre, pela confiança contínua e pela sua participação ativa nesta conversa. Juntos, podemos navegar pelas mudanças e continuar a maximizar o potencial dos seus imóveis.

Até breve,
A Equipa Host Wise

Nota: O objetivo deste tema é gerar um debate saudável e construtivo sobre o futuro do AL. Estamos aqui para ajudar e esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir.