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Turismo em Portugal: recordes, limites e o que vem a seguir
Depois de um ano histórico, o setor entra numa fase de consolidação.
Caros proprietários e investidores,
O turismo português está a fechar um ciclo histórico e a entrar numa nova fase. Os números de 2025 confirmam aquilo que muitos já sentiam na operação diária: Portugal bateu recordes, mas começa agora a crescer de forma mais consciente, sustentada e exigente.
Segundo as estimativas mais recentes, o setor deverá ultrapassar, pela primeira vez, os 30 mil milhões de euros em receitas, o equivalente a cerca de 10% do PIB nacional. Falamos de mais de 84 milhões de dormidas e 32 milhões de passageiros, num ritmo de crescimento claramente acima da média da economia portuguesa.
É uma excelente notícia. Mas não é isenta de desafios.
Crescer menos, mas melhor
Depois de vários anos de forte aceleração, o setor entra numa fase de crescimento mais moderado, assumida de forma clara pelos principais agentes. O foco começa a deslocar-se da quantidade para a qualidade: melhor experiência turística, maior qualificação da oferta e maior equilíbrio com a vida dos residentes.
Os dados do último verão mostram isso mesmo. Entre junho e agosto, registaram-se aumentos de cerca de 2% no número de hóspedes e de dormidas. Crescimento existe, mas já não é explosivo. E isso não é, necessariamente, negativo.
Estamos a assistir às chamadas dores de crescimento: mais exigência operacional, maior escrutínio sobre a experiência do hóspede, pressão sobre infraestruturas e uma necessidade real de profissionalização.
O aeroporto continua a ser um travão
Um dos principais limites ao crescimento do turismo em Portugal continua a ser estrutural: o aeroporto de Lisboa. A escassez de slots está a impedir que a procura se traduza em mais fluxos, algo que o próprio setor reconhece como um fator de desaceleração.
Este constrangimento tem, no entanto, criado oportunidades noutras regiões.
O Algarve como caso de estudo
O Algarve é hoje um exemplo claro dessa redistribuição. Até outubro, a região registou um crescimento de 7% nos proveitos turísticos, impulsionado, em grande parte, pelo aeroporto de Faro.
A abertura de novas ligações, nomeadamente ao mercado norte-americano, está a trazer um perfil de turista com estadias mais longas, maior gasto médio e menor concentração na época alta. Estados Unidos e Canadá destacam-se como mercados em forte crescimento, muito para além do tradicional sol e mar, com procura crescente por golfe, natureza, gastronomia e enoturismo.
Curiosamente, o que antes era uma luta por captar companhias aéreas é hoje o inverso: as companhias procuram o Algarve.
O que esperar de 2026
O consenso no setor é claro: 2026 deverá ser um ano de consolidação. Não se espera um crescimento descontrolado, mas sim a afirmação de um turismo mais maduro, mais rentável por turista e menos dependente da sazonalidade.
Para proprietários e investidores, isto traduz-se numa mensagem simples: o foco deixa de estar apenas em “ter procura” e passa a estar em saber gerir melhor essa procura.
Qualidade da operação, experiência do hóspede, pricing inteligente, comunicação eficiente e capacidade de adaptação vão continuar a ser os verdadeiros fatores diferenciadores.
É precisamente nesse contexto que acreditamos que a gestão profissional faz cada vez mais a diferença.
Na Host Wise, continuamos atentos a estas mudanças e a trabalhar diariamente para que os nossos clientes beneficiem não apenas do crescimento do turismo, mas sobretudo da sua evolução.
Como sempre, estamos disponíveis para esclarecer qualquer dúvida ou analisar o impacto destas tendências no seu imóvel em concreto.
Um excelente resto de semana,
A Equipa Host Wise